Um clima rodeado de divisões, desconfianças e tensões poderá abalar a América Latina, estando entre as consequências directas a captura de Nicolás Maduro, na Venezuela, no dia 3 de Janeiro.
Além de considerar a acção como um atropelo ao Direito Internacional Público, o professor de Relações Internacionais na Universidade Joaquim Chissano, Calton Cadeado, admite que poderá aumentar a escalada de divisão que já vem ocorrendo na zona latino americana.
Na óptica daquele académico, os Estados da região ficam mais distantes de se poderem unir. Cita, por exemplo, o facto de o presidente da Argentina, Javier Milei, se ter tornado num dos primeiros chefes de Estado a festejar a captura de Maduro, comportamento similar também manifestado pelo homólogo do Perú, José Jeri.
Do lado oposto das chamadas linhas divisórias naquela região, estão o Brasil, Colômbia e Cuba, que repudiaram, prontamente, a atitude da administração norte-americana, liderada por Donald Trump. A existência de duas faces, segundo aquele académico, representa um sinal de divisão. Leia mais…

