Internacional

Biden “descumpre” promessa eleitoral, mas sai “ileso”

Está “encerrado” o caso que corre nos tribunais dos EUA contra Mohammed bin Salman (MBS), príncipe herdeiro da Arábia Saudita, pelo homicídio do jornalista Jamal Khashoggi. Joe Biden “concedeu”, semana passada, imunidade a MBS, a figura que é considerada, pelos próprios EUA, como tendo sido quem ordenou o assassinato do jornalista. Com a imunidade concedida a MBS, dois aspectos se evidenciam: por um lado, as autoridades sauditas conseguiram fintar os tribunais norte-americanos e o caso contra MBS corre sérios riscos de ser arquivado apesar de haver “evidências”, pelo menos de acordo com os serviços secretos dos EUA, que o incriminam; por outro lado, Joe Biden vai “descumprir” uma das suas promessas eleitorais, mas vai sair “ileso” pois pode se esconder na “prática costumeira” de conceder imunidade soberana a chefes de governos externos.

O caso do assassinato de Jamal Khashoggi remonta ao ano de 2018. Khashoggi vivia exilado nos EUA, era colunista de um jornal e escrevia fazendo críticas ao autoritarismo da monarquia saudita, particularmente denunciando as acções de MBS. O jornalista encontrava-se na Turquia, para onde havia viajado com a intenção de se casar com uma cidadã turca. Tendo ele sido casado anteriormente com uma saudita, para a realização do novo matrimónio ele precisava apresentar documentos que comprovassem que ele já estava divorciado. Ao que tudo indica, Khashoggi foi atraído, ou convencido, a dirigir-se aos serviços consulares sauditas em Istambul, aonde iria obter os documentos de que necessitava.  Leia mais…

Por Edson Muirazeque *
edson.muirazeque@gmail.com

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