Internacional

Assad culpa ocidente pela criação do EI

O Presidente sírio Bashar al-Assad declarou, na passada quarta-feira, que o país, devastado pela guerra, não é a "incubadora" do grupo Estado Islâmico, culpando o Ocidente pela criação de organizações jihadistas.

"Posso afirmar que o Daesh não tem uma incubadora natural, uma incubadora social, na Síria", disse, numa entrevista televisiva à emissora italiana Rai, usando o acrónimo árabe para se referir ao grupo extremista Estado Islâmico.

Os jihadistas que treinaram na Síria para os ataques de Paris de sexta-feira (13), e outros, fizeram-no devido "ao apoio" da Turquia, Arábia Saudita e do Qatar "e, claro, das políticas ocidentais que apoiaram os terroristas de diferentes modos", insistiu.

O Estado Islâmico "não começou na Síria, começou no Iraque, e começou antes disso no Afeganistão", disse, citando o antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair, que afirmou que "a guerra do Iraque ajudou a criar o Estado Islâmico".

A confissão de Blair "é a prova mais importante", afirmou.

Mais de 250 mil pessoas morreram no conflito na Síria e milhões fugiram, à medida que o Estado Islâmico tomou controlo de vastas áreas do território sírio e iraquianas, que são geridas sob uma severa interpretação da Lei Islâmica.

Assad defendeu que não pode haver qualquer calendário de transição para as eleições enquanto partes do país estiverem ainda controladas por rebeldes.

Esse calendário se inicia depois de começarmos a vencer o terrorismo. Não se pode conseguir nada em termos políticos enquanto houver terroristas a se apoderar de muitas áreas na Síria”, disse.

Depois disso, "um ano e meio, dois anos são suficientes para qualquer transição”, comentou.

Abdelhamid envolvido

em seis atentados falhados

A Procuradora de Paris confirmou, na passada quinta-feira, que Abdelhamid Abaaoud, o alegado mentor dos atentados em Paris, é dos terroristas que morreram em Paris, no raide policial em Saint-Denis. O governo francês revelou ainda que Abaaoud esteve envolvido em quatro dos seis atentados evitados, este ano, em França.

Quando chegaram as primeiras informações de que Abaaoud estaria envolvido no planeamento dos atentados de Paris, supunha-se que o jiadista estava na Síria. Horas depois, a investigação concluiu que era altamente provável que tivesse, afinal, retornado à Europa.

Abaaoud tinha abandonado a Bélgica em 2014 para ir combater com o Estado Islâmico.

A operação policial da passada quarta-feira iniciou-se de madrugada, na sequência de escutas telefónicas e de uma acção de vigilância, feitas depois de uma denúncia à polícia na segunda-feira.

 

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