DICAS DA VOVÓ: Aborto exige procedimentos tradicionais

– vovó Anita João, natural de Inhambane

Aborto é a interrupção da gravidez resultante da remoção de um feto ou embrião antes de este ter a capacidade de sobreviver fora do útero, ensinam-nos os manuais. É aqui onde encontramos também que um aborto que ocorra de forma espontânea denomina-se aborto espontâneo ou interrupção involuntária da gravidez e que um aborto deliberado denomina-se aborto induzido ou interrupção voluntária da gravidez. Sabe-se, igualmente, que quando são permitidos por lei os abortos são um dos procedimentos médicos mais seguros que existem.

Seja como for, avisa-nos a vovó Anita, natural de Inhambane e residente na Matola, que o aborto tem implicações sérias, sob ponto de vista cultural e/ou tradicional, sendo que “quem se submete ou pratica o aborto passa a estar sob condição de luto, mesmo que seja gravidez de poucos dias”. Afirma que há procedimentos tradicionais que devem ser cumpridos: “a pessoa deve ser lavada com medicamentos tradicionais”  de forma que a mulher ou o casal viva sem o “manto negro”, livrando-se deste modo de “azares”.

Entretanto, lembra que, hoje em dia, “é difícil alertar os nossos filhos para estes riscos, porque eles se engravidam nos muros e, às vezes, submetem-se ao risco de fazer abortos”. Conforme diz, há ainda aqueles que “vaxixa nyimba nyamuntla, viki litaka vatipeta niwanuna (interrompem a gravidez hoje, semana seguinte envolvem-se sexualmente com um parceiro)”. De forma resumida, a vovó pede que o aborto seja encarado de forma mais séria e, em caso de ocorrência, tenha tanto um tratamento científico, quanto tradicional.

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Última modificação: Sábado, 12 Junho 2021 20:18