ENGENHEIRA KÁTIA ESTAJO: Nunca me deixei derrubar

É engenheira de Construção Civil. Tem 15 anos de experiência no ramo. Licenciada pelo antigo ISPU, hoje Universidade Politécnica, trabalha no Port Development Company (MPDC). Sempre quis ser da área de construção, mesmo com o velho tabu de ser uma área masculina. “Em todos os empregos que tive sempre tentei furar e cortar esse tipo de idealismo”. Já trabalhou em diferentes províncias do país e no exterior, em Angola e Namíbia, em obras de estradas e edifícios. A metodologia de trabalho por si escolhida num ambiente composto maioritariamente por homens é de partilha de conhecimento, onde o trabalho é todo ele feito em equipa, o que corta o separatismo que existe entre o homem e a mulher.

Mesmo assim, “já houve situações difíceis em que a parte masculina tentou me desmotivar, alegando que este não era trabalho para mulheres, duvidou da minha capacidade. Mas por gostar da minha área e da minha profissão nunca me deixei derrubar. Continuei a fazer o meu trabalho normalmente”.

Recorda-se, na sequência, da época em que entrou na MPDC quando ainda estavam os trabalhadores que vinham dos CFM, que acabavam criando um conflito por ela ser mais nova e mulher. Eles eram conhecedores da área, mas na história deles não existia o ser mulher na parte operacional. A partir de estivadores não era permitido ter mulheres. Leia mais...

Texto de Angelina Mahumane

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