TRANSTORNO BIPOLAR: Um “vilão” na convivência familiar, conjugal, académica…

Quem tem envolvimento excessivo em actividades estimulantes, mas de elevado risco, como fazer compras excessivas; apostas; ser desinibido sexualmente; fazer investimentos financeiros insensatos… deve “abrir o olho”. Estes podem ser traços de um quadro conhecido como transtorno bipolar, conforme avançam especialistas em conversa com o jornal domingo.

Entretanto, ajuntam a isto “episódios maníacos que são, no fundo, um período no qual se pode verificar um humor excessivamente feliz, exaltado ou irritado, que pode ser acompanhado por confiança excessiva ou sentimentos de importância aumentada (grandiosidade); pouca necessidade de dormir; tendência a falar mais que o habitual; distrair-se facilmente”, lista Isaías Bendzane, psicólogo. E mais: “em níveis de elevada gravidade, podem estar presentes sintomas psicóticos, ou seja, a pessoa pode acreditar que está sendo perseguida, ou ser algo que não é, por exemplo, achar que é um político influente, um ícone religioso, etc.”, acrescenta.

Ora, de forma sucinta, fala de um quadro em que o pensamento, as emoções e o comportamento da pessoa encontram-se significativamente alterados durante um período considerável, afectando o seu quotidiano. O facto é que “uma pessoa com este transtorno pode apresentar oscilações entre um período com pouca energia física e mental (episódio depressivo) alternados por momentos de muita euforia, acima do habitual”, aclara Isaías Bendzane.

Na actualidade – destaca o especialista – as questões sobre a saúde mental vêm ganhando destaque, sendo que “nos episódios depressivos, estas pessoas podem apresentar um humor deprimido na maior parte do dia, quase todos os dias, para além de uma acentuada diminuição de interesse ou prazer em quase todas as actividades; sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva e capacidade diminuída de pensar”. Em alguns casos, continua o psicólogo, “têm alguma ideação suicida”.

PRIMEIROS SINAIS

A partir dos finais da adolescência, podem ser notórios os primeiros sinais deste transtorno, especialmente por causa das mudanças hormonais, e no início da idade adulta, explica Bendzane, e, entretanto, acrescenta que este quadro é raro em crianças. Leia mais...

Texto de Carol Banze

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