EDITORIAL: Resgatar o epíteto de amantes da paz

Os moçambicanos param hoje, domingo, para celebrar a passagem do 28.º aniversário da assinatura do Acordo Geral de Paz (AGP), em Roma, naquilo que foi o desfecho feliz do diálogo entre irmãos, pondo termo a 16 anos de uma guerra mortífera e destruidora.

Infelizmente, desta vez, à semelhança do ano passado, esta festa da concórdia vai ocorrer num momento particularmente delicado caracterizado pelos ataques armados no Centro de Moçambique e o terrorismo em Cabo Delgado.

A situação de Manica e Sofala convida a uma reflexão sobre o que poderá ter falhado para que quase três décadas depois Moçambique voltasse a ser palco de confrontações armadas.

Pensamos nós que não foi ao acaso que se inseriu a expressão “Reconciliação” no Acordo de Paz e Reconciliação Nacional de Maputo assinado a 6 de Agosto do ano passado, pelo Presidente da República e pelo actual líder da Renamo perante dignitários nacionais e estrangeiros.

Concordamos que a ausência de um programa profundo de reconciliação nacional, logo a seguir ao Acordo de Roma, é a razão que terá ditado que anos mais tarde os moçambicanos voltassem a se confrontar com recurso a armas de fogo. Quer dizer, todos nós não fomos capazes de conviver com as diferenças resultantes da divergência de pontos de vista nesta tarefa de desenvolver o país. Leia mais...

Classifique este item
(0 votes)