ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA, TANTO BATE ATÉ QUE FURA!

A maior frustração para quem escreve ou produz algum trabalho é quando não consegue obter aquilo que os falantes da língua de William Shakespeare denominam de “feedback”, significando reacção ou retorno na nossa língua oficial.

É mesmo muito doloroso e bastante frustrante! Uma dor semelhante àquela que sentiu o desgraçado pai enterrado vivo pelos seus próprios filhos, algures lá para as bandas da “Terra de Boa Gente”. Coitado! Debalde e inutilmente, continuou a gritar por socorro, mesmo sabendo que ninguém o iria escutar e acudir. Falamos disso porque, vezes sem conta, o fizemos (escrevemos), mas os visados permanecem como se fossem moucos (ou Malko, o Rei da Arábia). Mas, pacientemente, nós cá estamos novamente a gritar pelo socorro, relativamente ao comportamento dos condutores dos autocarros e as atitudes dos chamados “chapas – chapeiros”. Por não ser esta a primeira nem a última vez que abordamos este assunto, eis a razão de recorrermos à célebre expressão da autoria do poeta latino Publius Ovidius Naso, nascido em 43 a.C., em Sulmona (Itália), que aos vinte anos já era célebre pela sua abundante produção poética. Autor de célebres livros como “A arte de amar” e “Metamorfoses”, e do poema “A água mole cava a pedra dura”, título que mais tarde virou um provérbio popular com algumas modificações para ajudar na memorização. Hoje, o provérbio latino é utilizado para fazer referência à pertinência (com persistência tudo se consegue), virtude que vence qualquer dificuldade, por maior que seja. O clamor de hoje vem a propósito do recente acidente (colisão entre dois carros), acontecido em Campoane (distrito de Boane, na província de Maputo), mais ou menos vinte quilómetros da cidade capital do país – Maputo, ceifando a vida a oito (8) malogrados e causando ferimentos entre graves e ligeiros a 19 (dezanove) inermes passageiros.

Por Kandiyane Wa Matuva Kandiya

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