EDITORIAL: Lupeliche está a ser delapidada

Todos sabemos que Moçambique é um país rico em recursos naturais. É até mais fácil perguntar o que não tem, porque a lista do que tem é infindável na terra e no mar. Reportamos, por exemplo, a existência de espécies marinhas de alto valor comercial que são exportadas para as grandes praças gastronómicas mundiais e muitos de nós nem sabíamos da sua existência. O caso do camarão carabineiro, cuja qualidade é tão superior que o afamado camarão tigre, não lhe chega aos pés. No sector florestal, “idem”. Da terra se pode colher de tudo um pouco e é do nosso algodão que se fazem tecidos que engalanam os principais centros da moda internacional. Até o piripíri, a castanha de caju, soja, feijões, banana, gergelim, entre outros produtos agrícolas ombreiam facilmente com o que há de melhor no mundo.

Na área dos recursos minerais é o que já se sabe. Temos as maiores e melhores reservas mundiais de rubis, do melhor carvão, gás natural a rodos, grafite, mármore, ouro aluvionar e de rochas primárias, enfim. Imenso manancial.

Todavia, a exploração de todo este potencial não tem sido feita com o esmero que seria desejável para um país que almeja reverter o cenário em que mais de metade da sua população, que é bastante jovem, vegeta no desemprego, mal se alimenta, não olha para o futuro com esperança. Leia mais...

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