Um pedido aos empresários...

Estava eu literalmente perdido nas minhas contas que nunca fecham quando de repente apercebi-me da presença, diante de mim, de um vulto. Instintivamente, em jeito de auto- -defesa, desviei-me ligeiramente, como que a ceder a passagem, mas o jovem que me abordava, educadamente, não me deu tréguas...

“Ajude-me, por favor, a obter um patrocínio”, pediu-me o jovem. À primeira reparei para os lados imaginando que se calhar o pedido não era a mim dirigido, mas logo a seguir ficou claro que eu era o alvo. A minha mente esforçou-se bastante para perceber por que eu havia sido escolhido para tamanha missão, ainda por cima à entrada de uma padaria. Apressei- -me a dizer o óbvio, ou seja, que não tinha condições para satisfazer o seu pedido, pelo que entrei rapidamente na padaria.

Enquanto cumpria a curta fila da padaria, a minha consciência pesou. Por não ter ouvido os argumentos da pessoa que me interpelara. Veio ao de cima o lado humano da coisa, com a curiosidade jornalística à mistura, o que fez com que à saída tomasse a iniciativa de abordar o jovem com o objectivo de compreender melhor a história do patrocínio.

Na verdade, o homem que me interpelara na véspera é um dos vigilantes da padaria-pastelaria que agora, além de velar pela segurança do estabelecimento comercial, tem também a missão de servir álcool-gel para a higienização das mãos a todos quanto se fazem ao estabelecimento, como medida de prevenção da propagação da covid-19. Leia mais...

Por António Mondlhane

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