Malangatana não é deles, é nosso!

“Eu era feliz e não sabia” – assim costumam dizer algumas pessoas quando perdem algo de valor, quando fazem analogia depois de terminar uma relação amorosa, quando revivem as memórias do local de emprego que abandonaram, quando perdem certas amizades, quando mudam de um lugar ou país para viver em outro sítio. Enfim, dizem isso em muitas outras situações que nos remetem a uma introspecção. Não sei de quem é o dizer. Mas vou pedir emprestado para o meu texto.

“Somos detentores de um potencial invejável das artes e cultura, mas não exploramos”. Vem isso a propósito da recente inauguração da exposição individual do artista moçambicano Malangatana, na Art Institute of Chicago, no estado de Illions, nos Estados Unidos da América. Denominada “Malangatana: Moçambique moderno”, a mostra compreende 40 obras que traçam as diferentes etapas do artista, com destaque para o Malangatana prisioneiro político do regime colonial, as suas viagens à Europa, o inconformismo na luta pela libertação do país.

Em Moçambique, a Universidade Eduardo Mondlane reinaugurou recentemente dois murais de Malangatana – um gesto louvável e digno de reconhecimento pelo valor e simbolismo que representa para as artes e cultura de Moçambique. Importa relembar que Malangatana, falecido a 5 de Janeiro de 2011, em Matosinhos-Portugal, destacou-se ao longo da sua vida nas modalidades de pinturas, bordados, desenhos, gravuras, tecelagem, esculturas e cerâmica. Leia mais...

Por Frederico Jamisse

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