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AOS 100 ANOS DE VIDA: A NOSSA MÃE CONTINUA LÚCIDA!

Agosto 15, 2020 1690

Começo por pedir desculpas aos fiéis leitores deste cantinho do “Domingo” por continuar insistentemente com o assunto do aniversário da minha/nossa centenária mãe. É que 100 anos não é qualquer idade, sobretudo quando no rosto da anciã mal se nota a passagem dessa idade.

Prometo, no entanto, ser esta a última vez a falar sobre ela. Com efeito, passam hoje onze dias que a minha (nossa) mãe ultrapassou a barreira dos cem (100) anos de vida, tempo vivido com muita intensidade em todos os sentidos, desde o sofrimento de sevícias infligidas pelo nosso saudoso pai, seu (dela) marido, como tivemos a ocasião de o dizer em crónicas anteriores, bem assim como as resultantes do que o regime colonial ditava para todos os autóctones (pesando, sobretudo, nas ”pretas”, que eram chamadas de Marias). Era de prever que, em função das sequelas resultantes disso, não iria sobreviver ao ponto de vencer a difícil mas aliciante estacada de um século de vida. De um modo geral, o ser humano deseja viver longamente e com saúde, porém o desgaste do organismo ao longo dos anos é algo inevitável. Na velhice, alguns avançam para incapacidades severas e outros não. Como alerta o professor brasileiro da clínica médica da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Flávio Chaimowicz: “A prevalência de doenças e o grau de dependência funcional aumentam consideravelmente entre os idosos mais idosos. Leia mais...

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