EDITORIAL: Primazia para a saúde

O Presidente da República anunciou, na noite de quinta-feira, a decisão de manter todas as medidas de restrição inscritas no decreto sobre o estado de emergência como forma de assegurar a contenção dos índices de propagação da covid-19.

Na sua anterior comunicação, aquando da prorrogação do estado de emergência, o Chefe de Estado havia prometido estudar a autorização do regresso às aulas presenciais nas escolas secundárias que leccionam a 12.ª classe, institutos de formação de professores bem assim a retoma dos cultos religiosos colectivos, mediante a criação de condições mínimas de segurança para evitar contaminações em massa.

Em nossa opinião, este recuo não surpreende por duas ou três razões fundamentais, sendo que a primeira está relacionada com o contínuo aumento de casos – o país chega a registar mais de 200 em apenas cinco dias –, o que significa que algo não vai bem em matéria de prevenção.

Na verdade, para quem circula pelas artérias dos principais centros urbanos nota com facilidade que as pessoas tendem a desobedecer às medidas restritivas impostas pelo estado de emergência – circulação, aglomeração, rotatividade laboral, uso de máscara de protecção e outras. Leia mais...

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