DA OPOSIÇÃO E DO INGRATO PAPEL DE DISCORDAR DE TUDO

Pessoalmente penso que discordar de uma verdade evidente e indesmentível, só para manter a posição de ser da Oposição de qualquer coisa, é, no mínimo, ridículo. É ser um eterno cínico, um mentiroso. Não há coisa mais feia do que a de mentir-se a si próprio.

É deprimente, é desmoralizador, como dizia o meu professor de Retórica (Arte de falar bem), é ter espírito de porco, ou ser avacalhador! A língua portuguesa tem definições interessantes sobre certos vocábulos e certas formas de ser e agir. Infelizmente, a minha língua materna ainda não tem um dicionário convencional, por isso existem palavras em português que não consigo traduzí-las para a viúva do meu falecido pai: única “dicionária” ainda viva da minha língua materna – a Ci Copi (alguns escrevem Txi Txopi). Daqui não saber como explicar-lhe o significado de “Oposição”, por exemplo. O Dicionário Universal da Língua Portuguesa ”Novos Vocábulos”, um dos meus amigos inseparáveis, define “Opor” como colocar de maneira a formar obstáculo; acto ou efeito de opor ou opor-se, e “Oposição” define-a como impedimento, obstáculo, entre outras definições. ”Cínico” define-se nesse dicionário como desavergonhado, descarado, relativo ao caos. Acredito que tais pessoas vivem em contradição constante com o seu próprio Ego. Eu, desde tenra idade, fiquei influenciado por uma obra artística (um quadro trazido da “Terra do Rand”, pelo evangelista da nossa “Sinagoga”, Kokwe Mosi (Vovô Mosi), em Makupulana, uma terriola que acompanhou a minha infância e puberdade na década quarenta do século passado).  Leia mais...

Por Kandiyane Wa Matuva Kandiya

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