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SIC: DEIXEM-NOS AO MENOS BENEFICIARMOS DA PROVIDÊNCIA DIVINA!

Maio 09, 2020 1814

Quem viajou de Maputo há coisa de duas semanas para qualquer parte do país, partindo da baixa da cidade e seguindo a Avenida Marginal, usando a Circular para desembocar na Estrada Nacional Número Um (EN1), na vila de Marracuene, se passados todos estes dias regressar utilizando o mesmo percurso no sentido inverso, ao chegar à praia da Costa do Sol ficará completamente desorientado e perplexo, porque procurará sem encontrar aquela imagem que deixara ao longo da costa, de barraquinhas do tipo cabana, de construção improvisada, feitas de latoaria, expelindo fumaça proveniente de fogões a carvão assando “magumba”, peixe típico daquele pedaço do Índico, cheiro intenso e sufocante de frango e outro tipo de grelhados que deviam ser confeccionados em casas de pasto, com álcool à mistura com urina e fezes defecados a céu aberto por jovens de ambos os sexos embebedando-se até à exaustão.

Verá que isso tudo desapareceu como por magia, para dar lugar a uma vista deslumbrante de uma lindíssima praia de areia branca e, aqui e acolá, apenas as habituais algas mortas rejeitadas e regurgitadas pelo Índico na época de maré-alta, sem nenhum caco de garrafa quebrada ou garrafas inteiras abandonadas ao léu, nas margens de toda a praia. É um trabalho bastante louvável, levado a cabo pelo Conselho Municipal, com vista a restaurar o ambiente que ditou que esta urbe ficasse conhecida num passado que cada vez vai longe, em língua Xirhonga por “Xilungwini, Doropa dra ku xonga”, ou à portuguesa, “Chilunguine, cidade bela”, um dos nomes por que era conhecida esta urbe. O nosso viajante irá também surpreender-se ao ver um policiamento de meter respeito a qualquer arruaceiro. Leia mais...

Por Kandiyane Wa Matuva Kandiya

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Última modificação: Sábado, 09 Maio 2020 20:45