Por Bento Venâncio e Domingos Boaventura
Adelina e Adelaíde são gêmeas. Nasceram no dia 9 de Julho de 1995, filhas de pai e mãe negros. Até aqui nada de extraordinário. Davy Alexandriski, fotógrafo brasileiro, expõe-nos, com a sua lente, duas irmãs que sendo gêmeas, uma é albina e outra não.

E explica isto como resultado de uma simples mutação cromossómica, responsável pelo facto, indesmentível, diga-se, de o organismo da Adelina não metabolizar uma enzima – tirossinase – em melanina, como o da sua gêmea Adelaide. “Por isso, e apenas isso, suas peles têm pigmentação diferentes. Essa é a única diferença aparente entre elas”, destaca.

A história sensibilizou-nos não somente pelo seu lado insólito, mas pela precisão da fotografia e promoção de humanismo.

O fotógrafo fala-nos de duas meninas que no seu dia-a-dia transmitem valores positivos à sociedade, mostrando que são cidadã do mundo e irmãs concebidas no mesmo útero, não interessando, portanto, as aparências.

Elas cresceram com esta lição bem estudada. Atropelaram mitos pseudoculturais, impondo-se com a crença de serem cidadãs deste mundo. Adelina no terceiro ano da Faculdade de Direito, enquanto a Adelaide frequenta o terceiro ano da Faculdade de Engenharia Eletrotécnica .

Mas nem tudo foram flores na vida da Adelina (a albina). E a sua irmã , Adelaíde (com a chamada pigmentação normal) se transformou na protetora da vida toda.

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