EDITORIAL: Males associados à automedicação

A automedicação está a enraizar-se entre nós. Ao menor sinal de dor de cabeça tomamos ibuprofeno. Quando temos dores nas articulações, cansaço e amargos na boca tomamos dose de malária. Na conjuntura actual, já vamos à farmácia, sem orientação médica, solicitar um pacote completo do novo coronavírus.

Com a chegada da covid-19 (ler reportagem nas páginas 16 e 17) muitos moçambicanos recorrem à automedicação para alívio dos sintomas.

Existe, por exemplo, uma corrida a um antibiótico chamado azitromicina, bastante sensível e que devia ser vendido mediante prescrição médica.

Só para se ter uma ideia, a azitromicina não pode ser usada por pessoas que sejam alérgicas ou tenham conhecimento de que alguém da família tem manifestado reacção semelhante ao seu princípio activo.

Não nos importa, neste exercício, a posologia correcta do remédio a tomar. Abusamos, com ligeireza, do seu princípio activo, indiferentes ao perigo subjacente.  Leia mais...

Foto de Isaias Sitoe

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