Mais de 500 guerrilheiros da Renamo abandonaram as matas

 

Mais de 500 antigos guerrilheiros da Renamo regressaram às suas casas para se juntarem às suas famílias e começar uma nova vida, no primeiro ano da assinatura do Acordo de Paz e Reconciliação Nacional de Maputo, rubricado a 6 de Agosto de 2019.

Numa mensagem proferida hoje por ocasião do primeiro aniversário do acordo, o Presidente da República, Filipe Nyusi, recorda que o acto foi o culminar de uma etapa do processo de diálogo político encetados com a liderança da Renamo, visando pôr fim a um conflito armado que, ainda que localizado, dilacerava o tecido social e económico do país, bem como condicionava o aprofundamento do Estado de Direito Democrático.

Na mensagem, Filipe Nyusi realça que os antigos guerrilheiros exprimiram satisfação pela sua reinserção, estando desejosos de abraçar novas formas de vida e conviverem pacificamente com os seus vizinhos.

O Chefe de Estado dirigiu louvor aos moçambicanos em geral e ao cidadão comum por continuar a colocar a paz e a harmonia no topo dos seus valores, por acolher, com respeito e justiça, os antigos guerrilheiros que regressam à casa. “São actos que permitem que as pessoas se reintegrem com dignidade nas suas comunidades, juntamente com familiares, amigos e vizinhos”.

Na mesma esteira, o Chefe do Estado endereçou felicitações ao partido Renamo, através do seu presidente, Ossufo Momade, por se manter firme neste compromisso de Paz e Reconciliação.

“Olhando para trás e para o ano que passou, bem como para os obstáculos que conseguimos superar na nossa busca permanente pela paz, posso dizer a todos os moçambicanos que vale a pena continuar, frisou.

Acrescentou que o desafio é os moçambicanos se manterem fortes, corajosos no caminho da paz e reconciliação sem quaisquer hesitações, continuando na  trajectória para o alcance do desejo de todos de viver livremente e em paz.

Além de saudar o empenho da Renamo no processo e assegurar que a paz se torne uma realidade na zona Centro de Moçambique, estendeu o seu reconhecimento à comissão e grupos de trabalho, comunidade internacional, autoridades provinciais e locais, Forças de Defesa e Segurança e provedores de serviço por trabalharem de forma incansável para assegurar que o processo do DDR (Desarmamento, Desmobilização e Reintegração) continue a ser implementado com sucesso.

Para aqueles que acompanham o processo estando de fora, refiro-me aos membros da chamada Junta Militar, acredito que tendes visto os frutos de Moçambique novo e ouvido as histórias dos vossos antigos colegas e antigos guerrilheiros que já regressaram às suas casas. Encorajo-vos a virarem mais uma página no compêndio da história de diálogo em Moçambique, e sentarem-se à mesa para conversar e colocar para trás o passado, beneficiando, tal como nós, desta oportunidade de trazer uma nova imagem à nossa sociedade, referiu.

  

 

 

 

 

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