“Porque, como na multidão dos sonhos há vaidade, assim, também, nas muitas palavras: mas tu temes a Deus” Ec 5:7

Estamos na véspera da corrida desenfreada pela ascensão ao Poder Legislativo aos dois níveis: Assembleias Provinciais e da República. É nesta ocasião em que, doenças como insónia, depressão e outras provocadas pelo momento, estão cada vez mais presentes na vida de muitas pessoas da nossa sociedade, ávidas em ascender a Deputado a todo o custo, nem que seja necessário juntar amigos e familiares, inventando depois um nome pomposo para a inscrição na CNE, vale tudo. Exemplos hilariantes é que não faltam: POCF, (Partido dos Oportunistas e Caçadores de Fundos); PRDM, (Partido dos Rancoroso e Descontentes de Moçambique); PPCM (Partido dos Perdedores Crónicos de Moçambique), etc.. É neste ocasião que os “Médicos Tradicionais” fazem valer o seu poder, no que aos vaticínios diz respeito. Muitos encaram este momento como propício para a resolução dos seus problemas como o da falta de emprego. Por isso querem aplicar os seus talentos como dignos representantes do Povo, e acham que, uma vez deputados, abraçarão isso como carreira. Donde, dormirem e sonhar alto. Alguns sonham mesmo acordados, porque segundo os defensores das teorias oníricas, os sonhos são provocados, originados ou influenciados, de um modo geral por condições ou estímulos físicos internos, fisiológicos e patológicos. Outros já sonham com o cobiçado Passaporte Vermelho, (Diplomático), que lhes vai facilitar a vida nas transacções fora do Pais. A minha, pergunta é: será que as pessoas só conseguem desenvolver os seus talentos só no exercício do tal poder Legislativo? Isso porque os talentos ou aptidões naturais já nascem com as pessoas, sendo algo inerente à vida humana, pois ouvir, pensar, falar, andar, sentir, comunicar-se, degustar, tocar, se cada um desses talentos for encarado e explorado com sabedoria e imaginação, noutras áreas também valem. Os mais “sensatos”, acham-se mesmo habilitados e capacitados para representarem-nos fidedignamente através das suas “membresias” nas Assembleias. Só que essa convicção (deles), era rebatida pelo malogradopolítico e ideólogo Líbio, Muammar Mohammed Abu Minyar al-Gaddafi, através do seu famoso ”Livro Verde”.Morto em 20 de Outubro de 2011 durante a chamada Primavera Árabe ou Revolução Democrática Árabe, al-Gaddafi, e considerado por muitos como um dos “Grandes líderes africanos", defendia que: “ninguém vai pela cabeça de ninguém, a atitude é sua, o erro ou acerto é seu e a consequência é sua herança.”Para o Coronel Gaddafi“o próprio facto da existência de uma assembleia parlamentar significa a ausência do povo; a assembleia parlamentar é uma representação enganadora do povo e os regimes parlamentares constituem uma solução enganadora do problema da democracia; a assembleia parlamentar apresenta-se, fundamentalmente, como representante do povo, mas esse fundamento, em si, não é democrático, porque a democracia significa o poder do povo e não o poder de um substituto”. Estive a citar o Coronel Gaddafi no seu “Livro Verde”.Não pretendo, aqui e agora pôr em causa os sonhos de Sua Excelências os representantes do Povo, muito menos discutir a teoria do atrás citado pensador africano, mas apenas manifestar a minha solidariedade com ele (Gaddafi) sobre certos indivíduos que se revelam extremamente perdidos nas Assembleias, porque poderiam aplicar os seus talentos noutras áreas, mas insistem lá, mas que “somem” durante todo o quinquénio sem mugir nem. Tenho conhecimento de três “Excelências representantes”, que vão na sua terceira ou quarta legislatura, mas que nem um dia pelo menos se dignaram a abrir as suas bocas. A única coisa que lhes reconheço e a fazem com muita mestria é, em cada Legislatura adicionam nos seus “Haréns” mais uma esposa ou concubina, brindando-lha, algumas vezes com uma mansão outras vezes com um “carrão” de gama, por conta dos impostos do Zé Povinho. “Deputadite! Deputadite! para que te quero!

Por Kandiyane Wa Matuva Kandiya
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