Tempo de eficácia das vacinas continua incerto

Eduardo Parreira,  professor associado da Universidade Nova de Lisboa, explicou esta manhã em Maputo que ainda não há resposta definitiva em relação ao tempo de eficácia da vacina contra a covid-19, após a administração da segunda dose.

Intervindo via online como painelista na II Conferência Científica sobre Covid-19 no país que iniciado hoje na cidade de Maputo, referiu, no entanto, que a julgar pelo comportamento do sistema imunitário humano face a vírus semelhantes, a  expectativa é que a imunidade  possa  não ser duradoira e exigir reforços à medida que o tempo vai passando.

Contudo, referiu existirem estudos que apontam que a imunidade pode durar pouco mais tempo do que se imagina. “Podemos evoluir para uma situação de reforços de doses de vacinação que podem ocorrer periodicamente, coisa que é feita em outras vacinas existentes, sublinhou acrescentado que ainda assim é fundamental que as pessoas sejam imunizadas.

Ainda na sua intervenção referiu que o rápido desenvolvimento das vacinas e do registo para o uso das mesmas foi um grande ganho para a humanidade.

Entretanto, olhando para o contexto nacional de mortalidade por covid-19, Luísa Panguene, do Ministério da Saúde, referiu que  apesar dos 842 casos de óbito, até terça-feira, Moçambique continua com a taxa mais baixa da região, com 1.1 por cento. “Um dos factores que notamos é que parte considerável dos doentes que recorreu ao hospital e perdeu a vida no leito hospitalar deu entrada com sintomas graves, e 88 por cento destes apresentavam deficiência respiratória, e os restantes tosses, febres, entre outras enfermidades”, argumentou.

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