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Violação da liberdade de expressão preocupa jornalistas

Maio 02, 2021 594

Um ano após ter adiado a Conferência Mundial sobre a Liberdade de Imprensa devido às incertezas trazidas pela covid-19, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) decidiu juntar, desde a semana finda, na Namíbia, diversos profissionais de comunicação, académicos, especialistas e autoridades para debater os desafios da imprensa.

Liberdade de expressão, acesso à informação, propagação das fake news e desafios do exercício jornalístico em tempos da covid-19 são os temas em destaque no evento, que decorre sob o lema “Informação como um bem público”, em que se pretende comemorar o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, a ser assinalado na próxima terça-feira, 3 de Maio, em todo o mundo. A violação do direito à liberdade de expressão é outro ponto destacado pelos participantes na conferência. Só no ano passado (2020) 50 jornalistas foram mortos no mundo no exercício das suas funções, segundo o levantamento da Organização Não-Governamental (ONG) Repórter Sem Fronteiras (RSF).

A ministra do Ensino Superior da Namíbia, Itah Kandjiihas, mostrou-se preocupada com estes números tendo destacado que a liberdade de imprensa é um direito fundamental que deve ser “blindado” às interferências.

“À medida que as nações começam a celebrar o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, quero lembrar que ainda há, infelizmente, violadores dos direitos humanos e perpetuadores de atrocidades contra jornalistas. Isto já devia ter sido ultrapassado. A declaração de Windhoek defende uma imprensa livre, independente e pluralista e igualmente a protecção dos jornalistas”, afirmou. Leia mais...

TEXTO DE MARIA DE LURDES COSSA, NA NAMÍBIA

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