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Cabo Delgado exige prudência

Abril 21, 2021 268

Não se pode perder de vista que alguns domínios do assunto “Cabo Delgado” são de carácter militar e bastante sensíveis, estando  reservadas às Forças de Defesa e Segurança (FDS), o que exige prudência no seu tratamento, sendo responsabilidade primária dos moçambicanos.

A afirmação foi feita esta manhã na Assembleia da República pelo Primeiro Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, em  resposta às perguntas formuladas pelas três bancadas parlamentares.

Do Rosário assegurou que as FDS estão no terreno a combater os terroristas, o que contribuiu para retorno gradual das vítimas do terrorismo às zonas de origem, onde já estão a receber assistência humanitária

Sublinhou que dados actualizados indicam um total de 723 mil deslocados, o correspondente a 157 mil famílias, das quais 140 mil estão em Cabo Delgado nos centros de acomodação e casas dos amigos e familiares.

Segundo o governante outras 17 mil pessoas procuraram abrigo nas províncias de Nampula, Manica, Niassa, Zambézia, Sofala e Inhambane, as quais recebem assistência do Governo .

Acrescentou que o Executivo criou um grupo de trabalho composto por alguns ministros que se dedica exclusivamente a assistência humanitária aos deslocados que se encontram em distintos pontos do país, incluindo os que estão no Centro do país, vítimas das incursões armadas da auto- proclamada junta militar da Renamo.

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Última modificação: Quarta, 21 Abril 2021 11:35