INQUÉRITO: Adeptos falam do Moçambola sem público

Iniciou ontem o campeonato moçambicano de futebol, o Moçambola-2020/21. Com 14 equipas na competição, a maior prova do calendário futebolístico nacional decorre sem a presença do público. 

A medida foi anunciada na última quarta-feira, pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, na sua comunicação à Nação sobre o agravamento das medidas de prevenção da covid-19 face ao aumento de casos positivos e mortes. É sobre esta matéria que domingo foi à rua ouvir os leitores.

 Prejudica os clubes

– Félix Macuse, engenheiro electrotécnico

 Eu penso que os jogos deviam ter a participação do público, uma vez que sem a presença de adeptos nos campos os clubes vão somar prejuízos porque precisam da receita dos jogos.

Para que os campos não se tornem um foco de contaminações, devíamos seguir o exemplo de outros países, reduzindo o número de adeptos em campo para um terço da capacidade dos estádios.

 Incentivo aos jogadores

– Sérgio Cossa, ardina

 No meu ponto de vista, os jogos deviam ser abertos ao público porque a presença de adeptos em campo serve de incentivo para os jogadores. Reconheço que estamos numa fase crítica, com o aumento de casos, mas acho que cada um devia ter a consciência da necessidade de se prevenir.

Os próprios clubes deviam providenciar recursos para que haja cumprimento das medidas como a medição da temperatura, controlo do uso das máscaras e desinfecção das mãos.

 Decisão acertada

– Edmal Xavier, contabilista

 Analisando o quadro da evolução da covid-19, em que nós não estamos a cumprir com as medidas de prevenção, acho que proibir a participação do público durante os jogos é a melhor decisão.

As pessoas sempre têm a tendência de pedir o relaxamento das medidas, no entanto, nada fazem para melhorar ou reforçar a prevenção por forma a não permitir que a doença se alastre. Leia mais...

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