Guebuza ouvido pela PGR no caso das dívidas ocultas

O antigo presidente da República Armando Guebuza vai ser ouvido, nos próximos dias, pela Procuradoria-Geral da República (PGR), no âmbito do processo das dívidas contraídas entre 2012 e 2013, pelas empresas PROINDICUS, EMATUM e MAM, com garantias do Estado moçambicano, num valor global de mais de dois mil milhões de dólares.

A audição do antigo estadista resulta do facto de a PGR ter concluído que Armando Guebuza é peça-chave para ajudar a esclarecer muitos aspectos no âmbito da investigação em curso.

Entretanto, Armando Guebuza garantiu que irá “prestar os esclarecimentos solicitados, sem, no entanto, deixar de ficar a nossa desconfiança em relação à constante e desconforme actuação da PGR”.

O antigo Chefe de Estado fez este pronunciamento quarta-feira, durante uma reunião do Conselho do Estado, órgão de consulta do qual faz parte, realizada em formato digital, com único ponto de agenda: apreciação do pedido do Ministério Público para que Armando Guebuza seja ouvido no âmbito do processo das dívidas ocultas.

Na ocasião, anotou que a falta de confiança na PGR decorre da forma como este órgão dirigiu desde 2015 até esta parte as investigações e detenções sobre o processo 1/PGR/2015.

Refira-se que sobre o processo 1/PGR/2015 foi deduzida a acusação e remetida ao Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, com 20 arguidos, dos quais 10 em prisão preventiva, 1 em liberdade provisória, mediante caução, e 9 em liberdade.

O processo correu termos e finda a instrução contraditória foi proferido despacho de pronúncia contra os 20 arguidos. No mesmo despacho, o tribunal ordenou a prisão preventiva dos 9 arguidos que se encontravam em liberdade, perfazendo 19 em prisão preventiva. Do despacho de pronúncia, 17 réus interpuseram recurso, tendo o processo subido ao Tribunal Superior de Recurso de Maputo. (domingo)

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