Harare, capital do Zimbabwe, é uma cidade de contradições. Tal como os zimbabweanos que estão divididos, a cidade moderna, diga-se, está cinzenta, envelhecida e, virtualmente, transformada num grande bazar, onde tudo se vende, tudo se compra… sem eufemismos!

A cidade, outrora viçosa, vive de memórias. As ruas transformaram-se em “bancas” em nome da sobrevivência. As filas para a compra de pão ou para a aquisição de combustível não deixam margens para dúvidas: está-se mal…

Mas se de dia a vida fervilha como uma colmeia, à noite Harare transforma-se numa cidade-fantasma; as ruas, completamente escuras por manifesta falta de corrente eléctrica, adensam o clima de crise. Um e outro semáforo dá ainda um lusco-fusco para lembrar que há ainda uma luz no fundo do túnel.

O fenómeno desconcentra os próprios zimbaweanos, que tiveram de mudar os seus esquemas de vida para se “ajustarem” ao actual estado da nação. “Esta é uma cidade que não dormia; era uma cidade viva e agora fica sem pessoas nas ruas às 20:00 horas”, diz o porteiro do Cresta Jameson Hotel. Leia mais...

Texto de Belmiro Adamugy

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