Afinal o saco plástico que caprichosamente deixamos escapar na rua, sob forma de lixo, pode voltar a nós incorporado nos alimentos, podendo colocar a nossa saúde em risco.

Quando o plástico voa ao mar é comido pelos peixes e estes estão na nossa cadeia alimentar, daí o alerta que queremos trazer nesta Reportagem, esclarecendo os perigos ambientais e os que ameaçam a própria vida humana.

O uso indevido do saco de plástico,como para acender o carvão, abafar o arroz,  acondicionar alimentos cozidos, etc., pode, segundo ambientalistas que conversaram com domingo, causar, ao longo dos anos, cancros diversos, bronquites crónicas, doenças da pele, insuficiência da visão, entre outrasenfermidades.

É que o plástico, quando aquecido, liberta toxinas e aforanos que desencadeiam doenças de índole cancerígena.

Já imaginou o que acontece quando coloca o seu pão bem quentinho naquele saco plástico pretinho que bem gostamos? 

Os ambientalistas não mostraram dúvida que o plástico que diariamente vai chegando aos oceanos está hoje a afectar seriamente a biodiversidade costeira e marinha, e, através desta, a nossa própria saúde, como já vimos. 

Ambientalistas foram unânimes num ponto: o gigantesco crescimento da indústria do descartável, não acompanhado pela definição de políticas e legislação adequadas, está a revelar-se na forma de cancros sociais e até que põe em causa a vida das pessoas.

Carlos Serra sublinha que não se está a trabalhar na educação e sensibilização dos enormes impactos que o plástico acarreta para o ambiente, para a sociedade e para a economia.

“Aprendemos a resolver o problema do lixo queimando-o, enterrando-o ou jogando-o fora (mar, rios, valas de drenagem, terrenos abandonados, floresta)”, afirma, acrescentandoque “qualquer um destes comportamentos está errado, pois hoje sabemos que gera poluição atmosférica, poluição das águas e poluição dos solos. A queima de resíduos plásticos, em especial, é hoje uma das maiores causas de mortes resultantes da poluição atmosférica, por causa da libertação de dioxinas e furanos, altamente cancerígenas”.

Para ele, a solução do problema passa por se trabalhar, no plano nacional e internacional, para se reduzir e se eliminar os plásticos descartáveis.

Tudo passa, segundo o entrevistado, pelo fortalecimento do aproveitamento do plástico como recurso a nível local, incentivando a instalação de equipamentos e indústrias que transforme os resíduos de plástico em aplicações úteis.

“Já existem exemplos de aplicação do plástico na construção de estradas (mais baratas, seguras e resilientes), de mobiliário urbano, de mobiliário escolar, de equipamentos para as casas, etc.”, exemplificou. Leia mais...

Texto de Bento Venâncio

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