A produção de ração representa cerca de 70 por cento do processo de criação de frangos. Mas as grandes empresas nacionais que operam neste ramo preferem importar a matéria-prima principal, que é milho, supostamente porque, internamente, a qualidade não é uniforme, além dá imprevisibilidade  do fornecimento ao longo do ano.

Os paradoxos no mercado do milho continuam a embaraçar. Por um lado, o país tem produtores que, por falta de compradores, acabam entregando grandes quantidades a comerciantes dos países vizinhos a preços baixos. Por outro existem camponeses que esfregam as mãos de contentamento porque a sua produção está a ser adquirida pelas empresas cervejeiras.

Mas há um terceiro cenário que é o das empresas que produzem ração que continuam a entender que o milho que se produz no país é muito húmido, não é limpo e os grãos são de variedades distintas, por isso, de tamanhos diferentes.

Pelo que domingo apurou, alguns produtores de ração até apostam no milho nacional por ser barato, entretanto, o processo de limpeza, secagem, separação de grãos, entre outros, acaba onerando o preço do produto final.

Os produtores da região Sul dizem que a opção pelo milho nacional, que é muito produzido nas províncias do Centro e Norte do país, acaba sendo inviável porque devem lidar com vários factores adversos e que também vão tornar o produto final bastante caro.

Enumeram que devem lidar com as más condições das vias de acesso até aos centros de produção, custos de transporte e desafios no armazenamento, para depois ter de lidar com a separação dos grãos, secagem e a própria transformação que faz da logística do milho umexercício pouco apetecível.

Temos outro problema que é de escoamento. As zonas de produção, em relação ao Sul do país, estão muito distantes e as vias de acesso não são transitáveis ao longo de todo o ano, o que encarece o transporte. As fábricas de rações consomem grandes quantidades de milho e soja, por isso era importante que as estradas estivessem em condições”, disse Zeiss Lacerda, secretário-geral da Associação Moçambicana da Indústria Avícola (AMIA).

Texto de Angelina Mahumane
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