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Reunimo-nos em changana e ronga!

Junho 12, 2021 839

Reza a história que a vida é um ciclo vicioso. Um ciclo que por vezes pressupõe, de tempos em tempos, uma auto-avaliação, introspecção que nos permita saber quem somos! Como estamos! Para onde vamos!

Foi nessa perspectiva que a brincar, o chefe da redacção do jornal domingo, António Mondlhane, propôs a ideia de no âmbito da valorização das nossas línguas, que fizêssemos a reunião em changana/ronga. Religiosamente, todas as terças-feiras, realizamos no semanário domingo a reunião de análise do jornal já publicado e discutimos a agenda do que será produzido e inserido na edição seguinte. A ideia de a reunião decorrer falando-se changana/ronga pegou.

Aos jornalistas presentes na reunião cabia a missão de em changana ou ronga fazerem a sua apreciação ao jornal. Foi um espectáculo. Houve um misto de revelações - por um lado de colegas que dominam changana e ronga, e, por outro, os que habituados à língua portuguesa, pouco ou quase nada puderam dizer usando as nossas línguas.

Uns começavam a falar em changana, mas minutos depois recorriam ao português porque as palavras não saíam. Claramente que não havia impeditivo. Podiam muito e bem expressar-se na língua que melhor dominam e lhes convinha. Houve colegas exímios que apreciaram e comentaram o jornal da primeira à página 32, falando em changana. Uma das colegas, logo no início da dissertação, quebrou a moda e disse que iria falar em língua chitswa. Fê-lo muito bem. Leia mais...

Por Frederico Jamisse

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