MEMÓRIA: Riquito e Armandinho “pregaram uma partida” a Joaquim João e Saíde Omar

No princípio da década de ‘90, a selecção nacional de Moçambique foi jogar com a sua congénere do Sudão para uma eliminatória de apuramento ao CAN. Nessa altura, o seleccionador nacional era o técnico português José Castro, que também treinara o Desportivo e o Ferroviário de Maputo. A partida não correu de feição para Moçambique que perdeu por 1-0, num dia de imenso calor, como é característico por aquela terra (por isso os jogos são realizados no período da noite).

Defraudados com o resultado final, depois do jogo, a equipa nacional, da qual faziam parte Joaquim João, Lázaro e Zabo, que já não fazem parte do “mundo dos vivos”, dirigiu-se ao hotel. Foi ao banho, mas, se calhar, pelo calor que se fazia sentir e pelo estado emocional, a maioria dos componentes da delegação moçambicana não perdeu a vontade de jantar e ficou pela sala de estar a “jogar conversa fora” num hotel com cerca de 20 quartos no mesmo piso (todos os elementos estavam no mesmo lugar, o que facilitava o controlo). A conversa arrastou- -se noite adentro. Uns foram recolhendo mais cedo, por volta da meia-noite. Todos estavam conscientes de que deviam estar às 6.00 horas na recepção para fazer uma viagem longa até chegar a Cartum, onde se localiza o aeroporto. Ainda assim, alguns ficaram acordados até as 2.00 horas da madrugada. 

Riquito e Armandinho, que estavam sem sono e partilhavam o quarto, decidiram “pregar uma partida”. Engendraram o motivo e, em seguida, escolheram as vítimas. Tinham de ser pessoas que também partilhavam o quarto. Joaquim João, “capitão” da equipa, e o locutor e jornalista Saíde Omar, da Rádio Moçambique, ambos já falecidos, foram os escolhidos. Leia mais...

TEXTO DE JOCA ESTÊVÃO

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