Se mais dúvidas existiam no que tange ao tipo de ajuda internacional que Moçambique precisa para combater o terrorismo, elas foram dissipadas, semana finda, pelo Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, e, mais interessante ainda, demonstrou a sincronização do Executivo, na mesma semana em que o ministro da Defesa, Jaime Neto, esteve em visita de trabalho a Portugal, onde se encontrou com o seu homólogo português, João Cravinho.

A formação contínua dos elementos das Forças Armadas de Moçambique (FADM), nas distintas especialidades, sobretudo à luz dos recentes desenvolvimentos em Cabo Delgado, foi a tónica das conversas entre Neto e Cravinho, o que revela, uma vez mais, que as autoridades moçambicanas estão claras sobre o que pretendem. Recordar que Estados Unidos da América, Portugal e Brasil acataram já esta opção do executivo moçambicano.

Neste contexto, é consistente que as autoridades nacionais batam na mesma tecla porque cabe, em primeira mão, aos moçambicanos defender a sua soberania, como repetidamente tem dito e reafirmado o Presidente Filipe Jacinto Nyusi, por um lado, e, por outro, terrorismo não é um problema que se resolve em semanas, pior quando somado ao narcotráfico e ao tráfico de órgãos humanos. Leia mais...

Por André Matola

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