HOMENAGEM AO ENFERMEIRO: Covid-19 vivido na linha da frente

“Nunca desistimos de lutar por um paciente...”; “quem subestima a doença devia passar um dia numa unidade de cuidados intensivos...”. Estas frases foram ditas por quem viveu e conhece o caos causado pela covid-19. Falamos de profissionais que se encontram na linha da frente do tratamento de doentes que deram entrada no Centro de Tratamento da Covid da Polana-Caniço.

Quem percorre pela primeira vez a enfermaria desta unidade hospitalar nem imagina o cenário vivido há exactos três meses. Hoje, os corredores estão vazios; o monitor de sinais vitais, um dos equipamentos mais usados no período de pico, está desligado, num dos quartos mais de oito camas já há dias não são ocupadas.

Esta realidade é um alento para pessoas que passaram pelos momentos mais conturbados da doença, ainda que reconheçam que “é cedo para cantar vitória”.

Em conversa com a nossa reportagem, relatam rotinas exaustivas por eles vividas, em que “os doentes chegavam a todo o instante; as mortes eram diárias. Às vezes, não havia tempo para muita coisa, ficávamos esgotados, chegámos a trabalhar mais de 15 horas ininterruptas... foi chocante”.

Além do físico, a pandemia sobrecarregou o emocional. E não podia ser de outra forma. A realidade era tão difícil que a maioria precisou de acompanhamento psicológico. Mas, contra todas as circunstâncias, o foco era dar o melhor de si, acto típico de verdadeiros heróis.

E está formado o motivo mais do que suficiente para, na semana dedicada ao enfermeiro, domingo contar, nas próximas linhas, as experiências destes profissionais, cujo destino se entrelaçou com o atendimento aos pacientes da covid-19. Leia mais...

TEXTO DE HERCÍLIA MARRENGULE

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