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CIDADE DE MAPUTO: Construções clandestinas perigam prédios

Abril 24, 2021 1314

Tende a crescer o número de construções clandestinas em terraços de edifícios da cidade de Maputo. Trata-se de pequenos apartamentos de mínimas dimensões, geralmente de poucos compartimentos, erguidos no topo de alguns prédios da capital do país.

Os bairros do Alto Maé e Malhangalene são o epicentro da desordem que se verifica nos últimos tempos, causando um ambiente desolador para a estética da urbe.

Os casos mais escandalosos estão visíveis nas avenidas da Malhangalene, na Rua do Castelo Branco, do Largo de Ouro, na Rua da Manica, no bairro da Malhangalene, e na Avenida Josina Machel, ao pé da Escola Secundária Francisco Manyanga, no Alto Maé. Nos últimos tempos, as construções tendem a se estender para o bairro Central.

O QUE DIZ O LABORATÓRIO DE ENGENHARIA?

Segundo Santos Cuinica, engenheiro no Laboratório de Engenharia de Moçambique (LEM), os edifícios que estão a sofrer este tipo de intervenções correm o risco de desabar. Neste sentido, avança o especialista, os prédios em alusão não devem ser mexidos sem se consultar o LEM.

Segundo o nosso entrevistado, a primeira condição para que haja intervenções de qualquer ordem num edifício já implantado há mais de 40/50 anos é a solicitação de uma avaliação técnico- -científica da infra-estrutura por forma a apurar as suas condições em termos de conservação e capacidade de suporte de carregamento.

O engenheiro diz que assusta a qualquer um ver a proliferação de construções clandestinas em terraços e em espaços comuns dos edifícios.

Sem avançar dados estatísticos, afirma que é bastante reduzido o número dos que solicitam um parecer técnico antes de qualquer intervenção no edifício. “Em condições normais, as pessoas deviam solicitar informações para que possamos instruir como proceder, em caso de haver condições para tal”.

O nosso entrevistado fez saber ainda que as remodelações dos edifícios muitas vezes resultam do abuso da capacidade que as infra-estruturas apresentam. “Muitos daqueles edifícios, de facto, tinham robustez, porque foram construídos seguindo regras. Há outros que, de facto, durante a sua construção, estava previsto que pudessem continuar com mais pisos e a estrutura suportaria. Mas passados 40/50 anos é necessário que sejam revistos com cuidado. Não basta ter pilares para que se erga mais um andar”. Leia mais...

TEXTO DE PRETILÉRIO MATSINHE E EDUARDO CHANGULE

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