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O livro é um exercício de fantasia e criação

Maio 02, 2021 181

E de repente somos escolhidos para viajar numa “Arca de Não É”… no leme, Bento Balói, que numa série de textos inspirados no diluviano “Idai”, nos propõe uma visita ao interior de nós mesmos diante da insana realidade provocada pelos fenómenos naturais. Uma mensagem que procura resgatar a humanidade “afogada” nas águas turvas da existência. Há nesta Arca uma proposta interessante de renascimento a lembrar a “Arca de Noé”… mas esta, a que não é, é de Bento Balói!

Vamos começar assim… que motivações se escondem (ou não) nesta obra intitulada, provocadoramente, “Arca de Não É?”

A obra não pretende esconder quaisquer motivações, mas sim expor sentimentos. Procura transmitir as emoções e sobretudo a força interior de homens, mulheres e crianças deste país que lutaram contra o naufrágio de toda uma região devastada pelo “Idai”, buscando energias do além para alimentar a sua crença no amanhã.

O título é forte se consideramos a Arca de Noé teologicamente falando. O evento Idai que encima a obra é, na sua óptica algo apocalítico ou um indicador de que temos que mudar a nossa relação com a terra?

A terra é nossa. Quando digo “nossa” refiro-me a todos nós os humanos independentemente da cor, etnia, crença religiosa, cores políticas ou qualquer outro estereótipo. É como a nossa casa. Se não cuidarmos bem dela ninguém o fará por nós. Infelizmente, a ganância faz com que nós os humanos não cuidemos bem do nosso planeta. Os “Idais” e “Kennedys” são a consequência inequívoca das agressões que dia após dia infligimos ao ambiente que nos circunda. Só com amor e com a elevação dos valores mais sublimes da nossa existência como seres humanos é que podemos salvar a terra do precipício. Tudo está em nossas mãos. Leia mais...

Texto de Belmiro Adamugy

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