
Em 450 páginas, o livro, que sai sob chancela da TPC editores, aborda questões relacionadas com a violência doméstica, assuntos ligados à justiça, às crianças que crescem sem os progenitores, entre outros tipos de situações.
Paulina Chiziane e Dionísio Bahule ouviram mulheres e homens que estão nas cadeias para poder contar as suas histórias e trazer exemplos da sociedade sobre violência doméstica.
Foram necessários sete meses para colher as entrevistas e transformá-las em obra que já se encontra disponível nas prateleiras das livrarias nacionais.
O livro “A voz do cárcere” foi proposto pelo Serviço Nacional Penitenciário (SERNAP) e é uma conjugação entre literatura, sociologia, psicologia e antropologia.
Feitas as entrevistas, os autores acreditam que estar no cárcere é uma forma de espiar os pecados e os erros da humanidade. Assim, a prisão é um espaço de catarse e o livro um projecto de educação.
“Há gente que diz a prisão é somente para os malfeitores. Mas nós damos a entender que é uma instituição onde qualquer um pode entrar. Também discutimos o conceito de reinserção social, em que se diz que a comunidade deve aceitar um ex-recluso e não o discriminar sob o risco de retornar à sua anterior condição, mas o Estado, por exemplo, não aceita um ex-recluso”, afirmaram durante o lançamento da obra. (Fim)































































