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A arte de reinventar a Arte

Março 20, 2021 291

A cultura e as artes serão sempre um prato cheio para debates, conversas de circunstância, elaborados estudos e acesos debates; afinal mexem com o lado emocional dos homens. No nosso meio, espevitados um pouco pelo debate sobre indústrias culturais e indústrias criativas, atrelados à pandemia causada pelo novo coronavírus, as discussões sobre os caminhos das artes guindaram para outros patamares.

Num “novo normal” em que vários paradigmas estão a sofrer “choques telúricos”, sobra ainda espaço para procurarmos “inventor” novos caminhos para a sobrevivência colectiva e daquilo que são os nossos mais elementares valores societários.

Na senda de tudo isso e mais, o domingo entabulou uma longa e exaustiva conversa com gente comprometida com as artes: Stewart Sukuma (músico e activista social), Dionísio Bahule (docente e filósofo), Aurélio Furdela (escritor e argumentista) e Matilde Muocha (docente e investigadora em indústrias culturais e criativas). A ideia mesmo era algumas achas à fogueira… a provocação foi mesmo assim: como podemos reinventar a arte no nosso país?

TEM VIDA PRÓPRIA

Stewart Sukuma, músico e activista social, com mais de 30 anos de carreira, considerado um dos músicos mais dinâmicos do cenário cultural moçambicano, começou a sua intervenção fazendo uma confissão: que está um pouco desgastado com a questão da reinvenção das artes em tempo de pandemia, “como se tivéssemos outra alternativa. Tipo ficar sentado em casa com a boca escancarada à espera que alguma compaixão nos alimente ou então que a morte nos visite”. Leia mais...

Texto de Belmiro Adamugy

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