Se não me afecta não me importo

Enfrentar o transporte público todos os dias, sobretudo, nas horas de ponta é tarefa que equivale a matar um leão por dia. Sabendo disso, Bula-bula apanhou o autocarro no final da tarde da quinta- -feira esperando por tudo e mais alguma coisa. Até porque com os motoristas a circularem como se não houvesse normas, tudo pode acontecer.

Para o seu “azar”, o autocarro era de um motorista cuja fama não era das melhores. Jovem de trinta e poucos anos, careca e com “dreads” na barba, cujo tamanho vai até ao peito. As más línguas já diziam de antemão “deve ter fumado muito hoje”. Mas para quem tinha como principal objectivo chegar à casa depois de um dia intenso de trabalho, bastava apenas colocar tudo nas mãos de Deus.

Não demorou muito para surgirem os resultados da sua má condução. Chegados à paragem da Guerra Popular, depois de entulhar as pessoas como se o autocarro fosse elástico, prontos para partir, ouvem-se gritos: “Epah ele está mal”.

O cobrador e o motorista saem às pressas para averiguar o que teria acontecido e na mesma velocidade voltam e arrancam com o autocarro. Quem viu diz que, ao fechar a porta, um jovem teria sido ferido, não sabendo se o carro passou por cima da sua perna ou o raspou, mas os relatos são de que o jovem estava com uma fratura exposta. Leia mais...

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