Isabel Novella é uma das artistas jovens mais sonantes quando o assunto é  música em Moçambique. Cantora de jazz, seu estilo de eleição, cedo viu o seu talento e nome projectados internacionalmente.

Depois do seu álbum de estreia, “Isabel Novella”(2013), a artista volta a abrilhantar os seus seguidores com o seu mais recente trabalho discográfico, intitulado “Metamorfose”, motivo para esta conversa.

“METAMORFOSE”

Seis anos depois de “Isabel Novella”, a cantora apresenta ao público o seu segundo álbum de originais. De título “Metamorfose”, o disco é resultado das suas experiências como artista e mulher.

À semelhança do primeiro, este trabalho contém 12 faixas cantadas em changana, chope, português e inglês. Não tem nada de segredo com este número, garante, mas explica que “é mais fácil ouvir um álbum com poucas faixas, não cansa e a pessoa pode repetir as músicas”.

“Metamorfose” revela a evolução da artista do ponto de vista técnico e da colocação vocal. Isabel acredita que o ser humano está em constante mudança e é o que procura mostrar neste trabalho.

Produzido entre Portugal, Moçambique, Dinamarca e África do Sul, é resultado também da colaboração com o seu irmão Isildo Novella. O intercâmbio com vários artistas resultou nesta fusão de ritmos que roçam Moçambique África e o Mundo.

Conta com a participação do percussionista moçambicano Samito Tembe, o rapper Sgee, do agrupamento Xitiku Ni Mbawula, e Albino Mbie. Mas também há a participação de músicos sul-africanos e portugueses.

Artista da Native Rhythms Productions, produtora sul-africana, este trabalho sai sob licença da Universal Music South Africa. Isabel orgulha-se por ter participado na produção deste álbum e por esta ter sido uma oportunidade de ela colocar em prática os conhecimentos que vem adquirindo na sua formação em Produção Musical, em Portugal, onde actualmente reside. 

A diversidade temática continua presente nas suas músicas. Canta sobre os direitos da criança, a educação e a igualdade de oportunidades. Novella mostra-se, mais uma vez, à semelhança da música “Ntsumi” que fez em 2014, sobre o tráfico dos albinos, que continua engajada nas causas sociais. Aliás, a música “Buya Utlanga”, que é um momento em que ela volta para a sua infância, é disto exemplo.

Pretilério Matsinhe

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