Uma peça em 4 actos...

ACTO PRIMEIRO

O país e o mundo vivem momentos particularmente difíceis. A culpa é do novo coronavírus. São milhares de pessoas que padecem da covid-19. É uma confusão terrível. Os números não param de subir, apesar dos clamores das autoridades sanitárias... é um vê se te avias.

Entretanto, apesar da escalada da doença, há uns e outros que teimam em fazer ouvidos de mercador. Quase todos os dias vemos reportagens televisivas (mau grado algumas dessas reportagens sejam maus exemplos de jornalismo) onde pessoas de barba rija fazem cenas de lamentar... não obedecem ao recolher obrigatório, não obedecem ao distanciamento social e bebem que se farta com todas as consequências daí resultantes.

Ora, num esforço abnegado para conter a propagação da doença, alguns municípios estão a adoptar medidas “draconianas”... ao invés de andarem para cima e para baixo com os prevaricadores, estão a dar-lhes utilidade social. Sim, sim... não que isso esteja coberto pela Lei, mas também não a viola... até dá para rir porque a Lei prevê as famosas penas alternativas... decisões que cabem a um jurado.

Mas, com as devidas ressalvas, Bula-bula acha que pode ser que por esta via alguns tomem consciência do mal que praticam contra eles mesmos e respectivos familiares... e deve ter sido por causa disso que decidiram, nalguns municípios, dar serventia aos malandros: quem não obedece ao recolher obrigatório, não usa máscara ou fica a “bater copos” entre abraços e beijinhos, acaba varrendo as ruas da cidade, recolher o lixo... ou colaborando com as morgues!

A coisa parece estar a dar alguns resultados interessantes... como dizia o outro, para malandro, malandro e meio.

ACTO SEGUNDO

A cidade de Maputo e outras capitais obedecem ao recolher obrigatório estatuído em razão da Situação de Calamidade Pública. A ideia é que as pessoas devem recolher aos seus aposentos entre as 21.00 e 04.00 horas. A decisão visa, como se pode perceber, reduzir as chances de contágio entre o pessoal... afinal a noite pode ser traiçoeira e ou convidar a actos menos saudáveis. Leia mais... 

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