FORA DO GRUPO: Novo Acordo Ortográfico deixa Moçambique no vácuo?

É já uma narrativa de alguns anos. Sabe-se, inclusive, da existência de uma Comissão Nacional da Língua Portuguesa, um órgão do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que trabalhou na elaboração de um parecer que, ao que se sabe, foi positivo em relação à ratificação do Acordo Ortográfico (AO) pelo nosso país. Desde essa altura, sensivelmente seis anos, não se vislumbra coelho nenhum nesta mata. Para piorar a situação, hoje, pouco ou quase nada se diz sobre esta matéria.

As tentativas feitas pelo domingo para saber, junto dos principais actores, do andamento do processo, redundaram em fracasso. Em conversa informal com um dos membros da comissão, este garantiu que tudo o que tinham de fazer estava concluído e devidamente encaminhado, mas, até aqui, nenhum resultado foi avançado. Na realidade, esperava-se que este processo tivesse passado pelo Conselho de Ministros, para devida apreciação, de onde avançaria – estando em conformidade – para a Assembleia da República para ratificação. 

NORMAS COMUNS

Está em causa a ortografia da língua portuguesa, que é determinada por normas legais. No início do século XX, Portugal estabeleceu pela primeira vez um modelo ortográfico de referência para as publicações oficiais e para o ensino. No entanto, as normas desse primeiro Formulário Ortográfico não foram adoptadas pelo Brasil. Desde então, a ortografia da língua portuguesa foi alvo de um longo processo de discussão e negociação, com o objectivo de instituir, através de um único tratado internacional, normas comuns que rejam a ortografia oficial de todos os países de língua portuguesa. Leia mais...

TEXTO DE CAROL BANZE

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