Apostar na aquacultura para reduzir importação

Lançado em Tete projecto avaliado em 49 milhões de dólares a implementar em 23 distritos

Moçambique prevê reduzir a importação do peixe carapau, estimada em 70 mil toneladas por ano, mediante o aumento da produção interna até 2025.

Para o alcance deste objectivo teve lugar, sexta- -feira em Chitima, distrito de Cahora Bassa, em Tete, o lançamento do Projecto de Desenvolvimento da Aquacultura de Pequena Escala (PRODAPE), financiado pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrário (FIDA), em 49 milhões de dólares, e que vai abranger 23 distritos em várias províncias do país.

Para a escolha de Tete para o lançamento desta iniciativa que vai contribuir para a melhoria da segurança alimentar pesou o facto de ser o maior produtor do pescado em água doce, com 898 toneladas de aquacultura industrial e 96,5 toneladas, da pequena escala, ao longo do Rio Zambeze, designadamente, nos distritos de Cahora Bassa, Mágoe e Marávia.

Intervindo na ocasião, o Presidente da República, Filipe Nyusi, apelou à valorização do investimento que está a ser feito, referindo que o PRODAPE tem pernas para andar. Para o efeito, Filipe Nyusi insta aos produtores industriais e de pequena escala a trabalharem tendo em conta a cadeia de valor, que compreende, entre outros aspectos, a produção de alevinos, ração e criação de sistemas de conservação e transporte do peixe para a comercialização dentro e fora do país. A acontecer isso, segundo o Chefe de Estado, estarão criadas as condições para a melhoria da dieta, segurança alimentar e nutricional, tendo em conta o alcance da meta de fome zero nos próximos anos. Leia mais...

Texto de Domingos Nhaúle

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