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A primeira vez

Maio 02, 2021 649

Celebrou-se ontem o Dia Internacional do Trabalhador. Foi difícil ficar indiferente à data. Os nossos olhos estavam habituados a contemplar a celebração de forma colorida. Era bonito e animador acompanhar através de canais televisivos e no terreno os desfiles que aconteciam nas nossas avenidas. As empresas não se faziam de rogadas, os trabalhadores faziam-se à estrada de “t-shirt” e bonés coloridos com o timbre das suas instituições e com vuvuzelas e apitos em punho entoavam canções e dançavam de forma eufórica.

Ainda tenho na memória a primeira vez que cobri as celebrações do Dia do Trabalhador. Foi em 2007. Enquadrada numa equipa estava lá eu no meio daquela moldura humana que marchava pela Avenida 25 de Setembro. Senti- -me contagiada com tamanha alegria, cor e vivacidade que caracterizavam as marchas dos trabalhadores. Mas era apenas emoção de uma jornalista ranhosa como carinhosamente nos tratava o nosso ícone da fotografia Alfredo Mueche, a quem chamávamos vovó Mueche pela protecção que dava aos novatos.

Mas, voltando à vaca fria, ontem foi triste contemplar o cenário do Dia Internacional do Trabalhador: o dia cinzento, as avenidas desertas e povoadas por um silêncio ensurdecedor recordaram os tempos difíceis que o mundo enfrenta e, consequentemente, os tempos difíceis que o nosso trabalhador enfrenta há sensivelmente dois anos. Leia mais...

Por Luísa Jorge

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