
Ainda tenho na memória a primeira vez que cobri as celebrações do Dia do Trabalhador. Foi em 2007. Enquadrada numa equipa estava lá eu no meio daquela moldura humana que marchava pela Avenida 25 de Setembro. Senti- -me contagiada com tamanha alegria, cor e vivacidade que caracterizavam as marchas dos trabalhadores. Mas era apenas emoção de uma jornalista ranhosa como carinhosamente nos tratava o nosso ícone da fotografia Alfredo Mueche, a quem chamávamos vovó Mueche pela protecção que dava aos novatos.
Mas, voltando à vaca fria, ontem foi triste contemplar o cenário do Dia Internacional do Trabalhador: o dia cinzento, as avenidas desertas e povoadas por um silêncio ensurdecedor recordaram os tempos difíceis que o mundo enfrenta e, consequentemente, os tempos difíceis que o nosso trabalhador enfrenta há sensivelmente dois anos. Leia mais...
Por Luísa Jorge
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