Só o ser humano dá nozes a quem não tem dentes

Quem não gosta de ficção está condenado a viver apenas da sua imaginação. Perde a oportunidade de avaliar de longe os diferentes cenários, bons e maus, que a vida traz. Na realidade – Bula-bula gosta de fazer observações –, alguns problemas vistos de longe, através da ficção e também das histórias reais, livram-nos do martírio, ajudam-nos a prever desfechos infelizes; dão-nos lições de vida; promovem a retractação, sobretudo quando deixamos de nos rever em personagens malévolos ou de replicar os seus actos.

Entretanto, a ficção igualmente alegra-nos pelas cenas risíveis, que relaxam a alma. Porém, algumas são antiteticamente hilariantes e trágicas, ultrapassam a imaginação de qualquer um. Ora, tomado pela onda, Bula-bula não resiste a contar uma história com estas características, porém real.

O personagem principal é o empreiteiro que ganhou um concurso para a reabilitação de 19 sanitários públicos na Escola Secundária de Pemba, Cabo Delgado, no âmbito da criação e/ou reforço das medidas sanitárias de prevenção do novo coronavírus.

No limiar do processo, viu, avaliou e decidiu deitá-los abaixo, na sua totalidade, sem, no entanto, dispor de fundos suficientes para construí-los “de volta”. Bula-bula soube que o aludido anda com os bolsos rotos, que da sua fonte só tilintam algumas moedas que irão erguer apenas 5 dos 19 sanitários já destruídos.  Leia mais...

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