
O cenário é tão dramático a ponto de levar a Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) a puxar dos seus galões, apreendendo mais de mil sacos de cimento, em todo o país, devido à prática de preços especulativos.
domingo fez uma ronda pelos principais estabelecimentos comerciais de venda de cimento, a nível da capital do país, tendo constatado longas filas de consumidores que há vários dias aguardam pela sua vez de comprar o produto para dar continuidade às suas obras.
Debaixo de sol ou frio entremeado com céu nublado, muitos compradores enfrentam a segunda ou terceira fila sem a certeza de poder adquirir o produto.
“Não tem cimento” é a expressão reproduzida em quase todas as ferragens visitadas pela reportagem do domingo a nível da cidade de Maputo.
A escassez desta matéria-prima faz com que dezenas de consumidores tenham de abandonar o calor das mantas às 3.00 horas da madrugada para marcar a fila nas ferragens. Há, inclusive, relatos de gente que pernoita ao relento no recinto das ferragens ou em casa de familiares que residem nas proximidades dos vendedores.
Após o início da venda, em algumas ferragens, controlam-se as senhas distribuídas no dia anterior, cujos clientes não puderam comprar por causa da rotura de stocks.
Nos estaleiros, um saco de cimento 32,5 é vendido a 530 Meticais e o de 42,5 a 600 Meticais, quando nos grandes distribuidores custam 410 Meticais e 430 Meticais, respectivamente.
Conforme constatou domingo, actualmente, não chega a haver uma tabela fixa, sendo que o preço fixo vai variando em função do comprador em causa. Leia mais...
Texto de Idnórcio Muchanga
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Fotos de Carlos Uqueio





























































