Os insubstituíveis de África: Parte II

 

Está confirmado, Alassane Ouattara volta atrás e “faz a vontade” do seu partido para voltar a concorrer à presidência da Costa do Marfim. Alpha Condé, da Guiné-Conacri, colocou os seus apoiantes em suspense, já que protelou o seu pronunciamento sobre se aceita ou não o “pedido” do seu partido para que volte a se recandidatar. Enquanto Ouattara “descumpre” a promessa feita em Março sobre a necessidade de “deixar o poder para uma nova geração de políticos”, Conde tratou de ordenar a realização de um referendo que reacertou o relógio dos mandatos presidenciais. Entre críticas e manifestações contra a vontade dos dois presidentes, fica confirmado que Ouattara e Conde vão perfilar na lista dos insubstituíveis de África.

“Face a este caso de força maior e por dever cívico, decidi responder favoravelmente ao apelo dos meus concidadãos pedindo-me para ser candidato nas eleições presidenciais de 31 de Outubro de 2020… Os recentes acontecimentos trágicos… deixam um vazio na equipa que eu tinha posto em prática para prosseguir e consolidar o programa de desenvolvimento económico e social…”.

Foi com as palavras do trecho do parágrafo anterior que Ouattara fez saber que vai continuar a ser o homem forte da Costa do Marfim. Na “Parte I” do “os insubstituíveis de África”, publicado há duas semanas nesta página, Ouattara estava ilibado da iniciativa do mito da insubstituibilidade. Até o momento do pedido do seu partido para se recandidatar, em face da morte brusca do seu sucessor, Ouattara gozava do benefício da dúvida por ainda prevalecer a promessa feita em Março sobre o não a um terceiro mandato. O benefício da dúvida poderia prevalecer mesmo depois de ele aceitar o “pedido” do seu partido. No entanto, uma análise ao seu discurso de aceitação do “pedido” já não o inocenta da crença da sua própria insubstituibilidade. Leia mais...

Por Edson Muirazeque *

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