Folia para uns veneno para outros

Circula pelas redes sociais um documento supostamente do comandante geral da Polícia da República de Moçambique (PRM) dando conta de gravidezes de 15 instruendas do XL Curso Básico da EPP - Matalana (Marracuene).

A informação caiu que nem uma bomba de neutrões no regaço de Bula-Bula… Números à parte (e olha que estamos a falar de quinze raparigas), faz uma certa confusão esta coisa de aparecerem grávidas no meio de um quartel onde não é suposto tal se registar. Pior quando estamos a falar de um centro de formação de agentes da Lei e Ordem.

Uma coisa é certa, pela primeira vez, alguém teve coragem suficiente para destapar o véu e mostrar-nos de que material se fazem alguns agentes que volta e meia são envolvidos em actos criminais: a coisa vem da formação; lá aprendem a violar a lei sem pejo nem piedade…: se os próprios instrutores não se dão ao respeito, que será dos seus instruendos?

Mas, voltando ao “Caso das 15 de Matalana”, a coisa parece que precisa de um tratamento “draconiano”, que não se limite apenas em devolver às origens as futuras mães e nem uns burocráticos processos disciplinares que culminarão com eventuais suspensões ou outra coisa qualquer. Ali, meus caros, há no mínimo um crime de assédio sexual. Em meio à pandemia da covid-19, onde todos os cuidados são poucos, como conceber que instrutores – pessoas que devem insuflar nos instruendos ideias positivas, conhecimentos científicos, espírito patriótico, auto-estima, etc. – sejam os primeiros pecadores?; que se aproveitem das fragilidades próprias de quem está fora do seu meio (vale lembrar que Matalana recebe candidatas de todo o país)?; não cabe na cabeça de Bula-Bula que tal possa acontecer…Leia mais...

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