Rostos dos novos pilotos da LAM

A empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) conta com 30 novos pilotos formados em academias da Etiópia e da África do Sul. Nas linhas que se seguem, domingo conta a história de cinco destes jovens que lograram realizar os seus sonhos. Trata-se de Nália de Sousa, Norton Nhantumbo e João Bié (comandantes) e Juleco Guitucua, Elsa Balate (co-pilotos). A companhia de bandeira procura assim, gradualmente, assegurar a passagem do testemunho dos mais velhos e experientes pilotos para uma geração que rapidamente conquista os céus nacionais e internacionais. Mais importante ainda é o facto de a lista dos novos profissionais integrar mulheres, contrariando a lógica que vincava até há bem pouco tempo que a pilotagem era profissão de homens.

Sonhei ser astronauta

- comandante Nália de Sousa

Nasceu na província de Tete, em 1987. O seu sonho de infância foi dominado pela vontade de se tornar astronauta. O gosto pelas alturas, o desejo de estar no espaço, conhecer outras galáxias, olhar para a terra de cima sempre fizeram parte de si.

O tempo passou e, numa altura em que estava prestes a concluir o curso de engenharia informática, concorreu para uma vaga de pilotagem aberta na LAM. Em 2012 rumou para a África do Sul onde viria a intensificar a preparação para ser piloto. A formação durou aproximadamente um ano.

Conforme explica a comandante Nália, a formação de PPA tem equivalência de bacharelato, finda a qual o candidato pode voar por conta própria no transporte de família ou amigos. Já o curso comercial equipara-se à licenciatura. E para ascender a comandante, há que adquirir a licença de linha aérea, tecnicamente designada por “ATPL”, considerada a fase final da formação. Leia mais...

Texto de Benjamim Wilson

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Fotos de Inácio Pereira

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