As estatísticas que estão a ser avançadas pelas autoridades no atinente a acidentes de viação apontam para uma redução considerável, mas a verdade manda dizer que há uma grande apetência pela condução perigosa.

Com efeito, durante o 1º semestre do presente ano morreram nas estradas nacionais 769 pessoas, nos 698 acidentes de viação registados. Estes números fazem com que neste período, os acidentes estradais sejam a principal causa de mortes no país.

Perante estes números, pode-se dizer que em média quatro pessoas morreram por dia em Moçambique nos 698 acidentes de viação registados durante o 1º semestre, o que quer dizer que a sinistralidade rodoviária matou mais do que a malária, com 425 óbitos no mesmo período.

Aliás, em 2018 a problemática dos acidentes foi tema de debate a nível do Conselho de Ministros, altura em que foram concebidas estratégias para reverter o cenário. A razão de tamanha preocupação esteve no facto de em 12 meses o número de mortes provocadas por carros em Moçambique ter subido em 7%, para 938 óbitos, além de 924 feridos graves.

Terá sido neste contexto que o Governo firmou recentemente uma parceria com a Coreia do Sul, ao abrigo da qual este país vai disponibilizar sete milhões de dólares norte-americanos para apoiar Moçambique em acções contra a sinistralidade rodoviária.

O dinheiro será investido na melhoria física dos pontos com maior frequência de registo de acidentes, sobretudo nas escolas próximas das principais vias; apetrechamento do centro de monitoria de contravenções e controlo do tráfego; estabelecimento de um plano director nacional de segurança rodoviária; capacitação institucional e formação de gestores e técnicos do Instituto Nacional de Transportes Terrestres (INATTER), bem como a realização de campanhas de segurança rodoviária.  Leia mais...