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Viabilizada construção da barragem de Moamba-Major

As obras da construção da barragem de Moamba-Major e outras infra-estruturas conexas, tais como, central hidroeléctrica, reabilitação da rodovia para o acesso, linha férrea, reassentamento da população, entre outras, arrancaram na última quinta-feira com o lançamento da primeira pedra, um acto dirigido pelo Presidente da República, Armando Emílio Guebuza.

A referida barragem terá uma capacidade para armazenar cerca de 760 milhões de metros cúbicos, a serem usados para o abastecimento de água à área Metropolitana do Grande Maputo, com cerca de dois milhões de habitantes.

Será usada também para rega no Vale do Incomáti, geração de energia eléctrica (15 Megawotts) para o reforço da rede energética nacional, bem como para outros usos, como por exemplo, a mitigação dos efeitos de secas e cheias cíclicas no Rio Incomáti.

A construção desta infra-estrutura, está orçada em cerca de 466 milhões de dólares americanos, financiados pelos governos de Moçambique e Brasil. Terá uma duração de cerca de cinco anos.

As obras, que terão uma duração de cerca de cinco anos, incluem ainda o restabelecimento da linha de caminhos-de-ferro, entre Movene e Ressano Garcia, na margem direita do rio Incomáti, com cerca de 19 km de extensão, incluindo aproximadamente dois quilómetros de pontes.

Dirigindo-se à população da Moamba e do país em geral, o Presidente da República, Armando Guebuza disse que aquela infra-estrutura vai impulsionar o desenvolvimento desta região e não só, razão pela qual precisa de acarinhamento de todos os moçambicanos.

“Com esta barragem, vamos captar e reservar a água que se desperdiça na época chuvosa, criando estragos de vária índole; reforçar a nossa capacidade de mitigar o impacto negativo de fenómenos naturais, como as cheias e inundações; e passar a  dispor de água durante todo o ano, para as nossas actividades de desenvolvimento e reduzir os efeitos da intrusão salina, reactivando a esperança de voltarmos a ter a carne do hipopótamo no cardápio das festividades do Gwaza Muthini”,disse Armando Guebuza.

As obras serão construídas pelo consórcio constituído pelas empresas Andrade Gutierrez SA, Fidens Engenharia S.A e a Zagope Construções Engenharia e terão uma duração de quatro anos e meio. O Projecto da Barragem foi elaborado pela COBA-Consultores de Engenharia e Ambiente.

Refira-se que esta obra foi projectada desde os primórdios da independência nacional, pelo Presidente Samora Moisés Machel, tendo passado para o governo de Joaquim Chissano e agora para o de Armando Guebuza, que lançou a primeira pedra, deixando a execução para o seu sucessor Filipe Jacinto Nyusi.

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