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Nyusi inaugura descarregadores e complexo agro-industrial em Chókwè

O Presidente da República (PR), Filipe Jacinto Nyusi, procede hoje no distrito de Massingir, província de Gaza, à inauguração dos Descarregadores Auxiliares da Barragem de Massingir, cujo objectivo é melhorar a capacidade de gestão de cheias na Bacia do Limpopo e garantir a irrigação dos campos agrícolas.

A escolha da província de Gaza para arranque da governação aberta do Chefe de Estado reveste-se de particular importância, pois, foi nela que iniciou a sua caminhada rumo à Ponta Vermelha.
Porque quem promete deve, Filipe Nyusi cumpriu a sua palavra segundo a qual depois da sua eleição voltaria a esta região, que viu nascer os primeiros dirigentes deste país, para concertar com a população como deve ser a governação nos próximos cinco anos.
E para fazer valer as promessas feitas durante a campanha eleitoral, o Presidente da República vai inaugurar hoje em Massingir um importante empreendimento cujo objectivo é diminuir o sofrimento da população e melhorar suas vidas.
Trata-se de Descarregadores Auxiliares da Barragem de Massingir, construídas de raiz entre os anos 2012 e 2014. Com esta infra-estrutura pretende-se criar mais robustez na gestão de cheias ao longo da Bacia do Limpopo.
O empreendimento servirá igualmente para criar maior capacidade de encaixe de água que posteriormente será usada#para irrigação dos campos agrícolas.
A capacidade de armazenamento da água na barragem é de 2.844 milhões de metros cúbicos.
Construída na década setenta, concretamente entre os anos 1972 e 1977, a barragem beneficiou de reabilitação após as cheias do ano de 2000 sendo que a construção dos descarregadores auxiliares decorreu de 2012 a 2014. Com a inauguração destes, a capacidade de vazão vai passar de 10 mil metros cúbicos por segundo para vinte mil.
Depois de Massingir, o Chefe do Estado vai inaugurar amanhã o Complexo Agro- Industrial de Chókwè, um projecto concebido e financiado pelo Governo através do crédito concessionário do Exim Bank da China, orçado em 60.000.000 USD (sessenta milhões de dólares norte-americanos). O objectivo deste empreendimento é resolver os problemas
cíclicos de produção agrícola ao longo das campanhas agrícolas em Chókwè e arredores Vale do Limpopo.
Este complexo vai igualmente servir para o processamento de arroz, castanha de caju e tomate, massificar a produção de diversos produtos hortícolas, estimando-se que o mesmo armazene mais de 30 mil toneladas de diversos produtos.
O Presidente visitou ainda a povoação de Nwadjahane e o Posto Administrativo de Xilembene, terras natais de Dr.Eduardo Chivambo Mondlane e Samora Moisés Machel. Nestes
lugares, o Chefe do Estado manteve encontros com familiares daqueles dirigentes.
GAZA QUER DESENVOLVER
A visita de Nyusi a esta província compreendeu ainda comícios populares, cuja tónica dos discursos foi a necessidade de as pessoas compreenderem que todos são filhos deste país, razão pela qual não deve haver motivos para desunião só por pensar-se diferente. Estas palavras foram repetidas em todos os comícios nos distritos de Xai-
Xai, Manjacaze e Chókwè, respetivamente, onde apelou também para a conjugação de esforços no sentido de se desenvolver a província.
“A população de Gaza quer desenvolver. Não precisa de sofrer ou viver na incerteza, por isso, vim aqui para combinarmos como fazer para o país avançar, razão pela qual
saí do gabinete para trabalhar no campo”, disse Filipe Nyusi, sublinhando que para além de Gaza irá escalar outras províncias levando a mensagem de paz, esperança e confiança no desenvolvimento sustentável.
Acrescentou ainda que tal como fez recentemente ao visitar a Escola Primária Unidade 10, “outras instituições do ensino primário e secundárias serão visitadas brevemente porque pretendo ser um presidente do campo e não do gabinete.
Quero perceber por que é que as crianças não lêem bem ”.
O PR falou também da visita que fez a um agricultor do sector familiar no distrito de Boane, província de Maputo, para se inteirar dos problemas que o sector
atravessa. Para não fugir à regra, em Gaza, o estadista moçambicano conversou com Filipe Castigo Uamusse, agricultor do sector familiar na baixa de Chicumbane,
o qual pediu facilidades no desembolso dos fundos para não atrasar a sementeira.
Este agricultor produz arroz e milho bem como hortícolas, produtos estes que saem dos quatro hectares que explora depois de ter beneficiado de um curso de formação no Centro de Transferências de Tecnologias de Chicumbane.
Ainda em Chicumbane, o Chefe do Estado inteirou-se do estágio dos trabalhos levados a cabo pela empresa Wambao, no regadio do Baixo Limpopo tendo em vista o aumento da produção e produtividade.
Aqui a parceria público – privado está a envidar esforços no sentido de tornar o sector familiar mais produtivo, providenciado conhecimento que permite aos camponeses aumentar a produção.
PRIVILEGIAR A PAZ E UNIDADE NACIONAL
Durante os comícios orientados em todos os distritos escalados o PR vincou a necessidade de os moçambicanos fazer todos os esforços no sentido de garantir a manutenção da paz e unidade nacional.
Por isso, cada moçambicano tem espaço para expor as suas ideias, que serão analisadas no sentido de se perceber o que é que pode ser aproveitado para o desenvolvimento
do pais e criação do bem-estar das populações.
Aquele que faz mal tem que ser chamado para o nosso lado para juntos trabalhar sem intimidação, disse Filipe Nyusi.
PAZ EFECTIVA
Nos comícios mantidos, o PR deu palavra a cerca de dez cidadãos para falarem daquilo que desejam que seja a governação daqui para frente. Todos os intervenientes vincaram a necessidade de haver uma paz efectiva.
Bento Samuel disse que os moçambicanos não precisam da guerra porque têm recordações tristes dos actos bárbaros que ocorreram durante a guerra dos 16 anos. “Peço ao Presidente para que continue com o diálogo para uma paz efectiva e duradoira, pois a guerra destrói as nossas conquistas”.
Por sua vez, Justino Covane pediu ao Chefe do Estado para que interceda junto dos fornecedores de serviços de eletricidade e água no sentido de reduzirem
os custos destes e que sejam expandidos para mais distritos.
“Também gostava que o Presidente aumentasse os salários dos professores, médicos e enfermeiros, assim como das Forças de Defesa e Segurança para que nos prestem melhores serviços e com moral alta”, disse Justino Covane.
Salomão Bambo afirmou que a população de Gaza pede paz para poder viajar ao longo desta província e em todo território nacional sem medo: “pedimos ao Chefe do Estado para prosseguir com diálogo e que não aceite coisas sem sentido;
nós queremos viver em paz e praticar agricultura para desenvolver o país”.
Por sua vez, Mariamo Mabui afirmou que o mais importante neste momento é a criação de oportunidades para as pessoas desenvolver os seus negócios ou ter acesso a educação. “Nós os jovens pedimos sobretudo para que sejam criados mais postos de emprego, pois, como seiva da nação somos o garante do futuro do país”.

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